A Terceira Vida de Bree Tanner – Uma Vampira Livre ( Cap.5)

Quando a noite caiu, Fred e eu rumamos para o Alasca. Ele brincava e fazia piadinhas durante o caminho. Eu o estava achando estranho, já que nos abrigos dos recém-criados ele sempre foi o quieto, o isolado. Comentei isso com ele logo que atravessamos a fronteira Canadá/Alasca.
– Você está diferente. Mais extrovertido, engraçado. Por quê?
Ele abriu um sorriso caloroso.
– Acho que é por causa dos vampiros hostis com quem eu convivia. Sério, eles me davam mais medo do que eu senti quando assisti O Exorcista. Tive que dormir com a minha mãe por quase um mês.
Eu ri alto e logo me conti, com medo de alguém ter escutado. Estávamos numa planície branca, o chão coberto de neve, e eu não sentia nenhum cheiro além do da água congelada e um pequeno rastro fraco da tundra por baixo dela. É, acho que ninguém ouviu.
Logo que chegamos a Juneau, começou a nevar. Tínhamos que conseguir agasalhos, não porque sentíamos frio, mas pra manter as aparências. Eu tinha um pouco de dinheiro do último homem que matei, mas eu estava com fome. Os olhos de Fred estavam bem escuros também.
E tinha o problema dos nossos olhos. Como poder andar por aí com os olhos escarlates do jeito que ficavam depois de uma caçada?
De qualquer maneira, caçar foi a primeira coisa que fizemos. Era madrugada, e com a nevasca as únicas pessoas que estavam na rua eram os sem-teto e guardas noturnos.
Entramos num beco onde havia um casal pobre enrolados em um cobertor velho, tremendo de frio. “Caçar a escória”, como dizia Riley. Ninguém sentiria falta deles. Acabamos com os dois em um minuto, e depois roubamos algumas roupas de uma loja simples, logicamente depois de nos certificarmos de que o estabelecimento não tinha alarmes ou câmeras. A periferia da cidade é o melhor lugar pra sobrevivência de um vampiro.

No dia seguinte rumamos mais ao norte. Fred não queria ficar na cidade, pois lá é mais difícil manter nosso disfarce.
A paisagem toda tomada pela neve fazia o dia parecer mais claro do que deveria ser ao estar nublado. Estávamos a meio quilômetro do Monte Nesselrode.
Foi quando ouvimos ruídos estranhos. Ursos talvez? Mas não era só isso. Havia algo diferente. Parecia outro animal, um mais forte.
Mas não era outro animal. Ele tinha um cheiro muito mais suave.
Era um vampiro.
E, naquela, altura, o vampiro que lutava com o animal já devia ter sentido nosso cheiro.
Não sabíamos o que fazer. Se corríamos, ou se tentávamos conversar, talvez eles fossem pacíficos. Eu já tinha ouvido menções sobre vampiros nômades, podíamos dizer que éramos desses.
Ambos os ruídos cessaram. Fred estava paralisado atrás de mim, usando seu poder de tal forma que até eu fiquei enjoada ao olhar pra ele.

Por: Vitória

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