A Terceira Vida de Bree Tanner – Uma Vampira Livre (Cap.1)

 *** SE PEGAR COLOQUE CRÉDITOS AO STEWART KRISTEN ***

Não vi ninguém do grupo de Kristin. Muitos já deviam ter sido queimados. Muitos dos que ainda estavam de pé eram desconhecidos.
Estávamos perdendo. Feio.
Comecei a recuar para as árvores, não tão depressa, porque ainda procurava por Diego. Não havia nenhum traço de seu rastro.
De repente tive certeza de que a presença de Diego ali era só mais uma das mentiras de Riley.
E se Diego não estava ali, é porque já estava morto.
Escalei uma árvore com facilidade, movendo-me pelas copas para não deixar meu rastro no chão. Eu não queria os dos olhos amarelos atrás de mim. Com certeza eles me queimariam.
Meus olhos ardiam pela falta de lágrimas. Mais do que nunca, eu desejei ser humana novamente não só pra poder chorar, mas pra poder superar. Um humano tem poder maior de superação de uma dor como essa, porque a vida deles é curta demais pra ficar pensando nisso.

Mas eu tinha a eternidade pra remoer isso.

Talvez a mega caçada do dia anterior me ajudou a conseguir manter a mente clara, apesar de a sede ter voltado logo que senti o cheiro doce daquela humana. Ainda me perguntava como os de olhos amarelos suportavam ficar ao lado dela.
O ruído do campo de batalha ficava cada vez mais baixo. Rumei para o norte, para encontrar Fred em Vancouver.

Eu estava nos arredores de Vancouver, e enquanto tentava achar o Riley Park, cacei dois ou três azarados que cruzaram meu caminho e roubei dinheiro e um Ray-ban de um deles. O óculos me pareceu útil, afinal meus olhos quase tinham luz própria de tão vermelhos.
Um homem por volta de 45 anos vinha na direção oposta. Analisei minha situação: o fogo na garganta parecia bem abafado. Respirei fundo uma vez, o cheiro dele era agradável, mas senti que podia manter a mente clara.
– Com licença… – falei. Ele se virou espantado ao ouvir minha voz incomum.
– Sim? – ele estava cauteloso, desconfiado.
– Sabe onde fica o Riley Park?
– Ahn… – ele pensou um pouco e olhou em volta. – você está na direção certa. Mais algumas quadras ao norte você vai avistá-lo.
– Obrigada – sorri. Ele recuou e olhos para os lados.
– Desculpe-me a pergunta, mas por que está usando óculos? – legal, me pegou desprevenida. Sorte que minha mente trabalha mais rápido e ele não percebeu a hesitação.
– Estou com conjuntivite. Meus olhos estão vermelhos. – encarei-o enquanto ria internamente com o duplo sentido da resposta.
– Ah sim. Tenho que ir. – deu um sorriso falso e se foi caminhando rapidamente.
Não sei por que achei graça nisso.
Mais umas quadras ao norte, pensei:  Estou perto de Fred.

por: Vitória

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